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A trajetória de IMO: dos festivais às salas de cinema

  • Foto do escritor: Filmes do Mato
    Filmes do Mato
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

A trajetória de IMO começou em janeiro de 2018, quando o filme integrou a seleção da Mostra Aurora da 21ª Mostra de Cinema de Tiradentes, principal vitrine do cinema brasileiro independente. A partir dali, o longa de Bruna Schelb Corrêa percorreu festivais, mostras e espaços de exibição no Brasil e no exterior, construindo uma circulação que se estenderia por vários anos até sua chegada ao circuito comercial.



Após Tiradentes, o filme foi exibido na edição paulistana da mostra e seguiu para eventos como a Parada de Cinema de Teresina, o Festival Ecrã, a Mostra Livre de Cinema, o Festival CEN, o Santos Film Fest, o Festival Primeiro Plano e a Mostra das Minas. No exterior, participou do Lima Independiente International Film Festival (Peru), do The World Festival of Emerging Cinema (Trinidad e Tobago), do Lift-Off Global Network (Reino Unido) e do Festival Internacional de Cinema de Sever do Vouga (Portugal).



Nesse período, IMO também foi exibido no Deptford Cinema, sala independente de Londres, e ficou temporariamente disponível na plataforma de streaming DC On Demand.

Em março de 2025, sete anos após sua estreia em Tiradentes, o filme chegou ao circuito comercial brasileiro em versão remasterizada, distribuída pela Descoloniza Filmes. O lançamento levou a obra para salas como o Cine Belas Artes, em Belo Horizonte, o Cinema São Luiz, em Recife, o Cine Bancários, em Porto Alegre, e o Cine Alameda, em Juiz de Fora.


Após a passagem pelas salas comerciais, iniciou-se uma nova etapa de circulação. Ao longo de 2025, IMO foi exibido em cineclubes, centros culturais e espaços independentes de diferentes regiões do país, entre eles o Coletivo Reocupa (São Luís), Simpatia257 (São Paulo), Cineclube HUnay (Unaí), Provocação (Caldas Novas), Cineclube do Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras, El Cine Club Nuestra Sala (Foz do Iguaçu), Cine Biblioteca Centros de Origem (Tapiraí), Caraíva CineClube (Bahia), Cineclube Metro e Meio (Rio das Ostras), Sol y Sombra (São Paulo), Cine Vila (Goiás) e Assistir Filme (Recife).



A recepção da crítica

Desde sua estreia, a crítica identificou em IMO uma proposta formal pouco comum no cinema brasileiro contemporâneo. Durante a Mostra de Tiradentes, o AdoroCinema observou que o filme procura abordar, “através de simbolismos, a violência cotidiana sofrida pelas mulheres”. Na mesma reportagem, Bruna Schelb comentou a decisão de construir a narrativa sem diálogos: “nossas ações também podem falar por nós e às vezes a gente pode se recusar a falar também”.

No portal Cenas de Cinema, a crítica Cecilia Barroso associou a obra à tradição surrealista e escreveu que o filme desenvolve, por meio de um “fluxo imagético sensorial”, uma reflexão sobre a experiência feminina contemporânea.



Já no Vertentes do Cinema, Francisco Carbone destacou a dimensão simbólica da narrativa e resumiu sua leitura em uma frase que passou a acompanhar a recepção do longa: “o presente é mulher, o futuro é mulher”.


Quando chegou ao circuito comercial em 2025, a crítica voltou a destacar a construção visual do filme. Em texto publicado pelo AdoroCinema, Francisco Russo escreveu que IMO representa “um exemplo claro” da importância da ampliação da presença feminina na direção cinematográfica brasileira. O crítico também apontou a existência de “um interessante jogo de códigos, tanto estéticos quanto narrativos”, articulado pela diretora ao longo da obra.

O caráter sensorial do filme foi enfatizado em diversas reportagens de lançamento. O portal Pretessências descreveu IMO como “uma viagem sensorial pelos territórios da memória e dos silêncios que ressoam”, destacando a forma como o filme articula lembrança, corpo e experiência.



Na Revista O Grito!, a obra foi apresentada como um filme que reflete sobre o cotidiano das mulheres por meio de uma narrativa construída sem diálogos. Na entrevista, Schelb afirmou: “Quando a gente não coloca o diálogo, não contamos para as pessoas o que elas têm que sentir, e as reações podem ser as mais variadas”.


A Tribuna de Minas destacou o lançamento do filme em Juiz de Fora e publicou uma declaração da diretora sobre a origem do projeto: “Eu escrevi esse roteiro para falar com a minha mãe, minhas duas avós e com as minhas três irmãs”.



A repercussão também alcançou veículos como Estado de Minas, Revista de Cinema, Papo de Cinema, Canal Meio, Revista Nostalgia e Cinema e Afins, entre outros veículos especializados em cinema e cultura.


Ao longo de sua circulação, IMO foi visto em festivais, salas comerciais, universidades, centros culturais e cineclubes. As leituras produzidas pela imprensa acompanharam esse percurso. Alguns textos enfatizaram a experimentação formal do filme; outros se concentraram nas questões de gênero, na construção visual ou na relação entre memória e experiência. Juntas, essas leituras ajudam a registrar a trajetória de uma obra que encontrou diferentes públicos ao longo de sete anos de circulação. Atualmente, o filme está disponível para aluguel e compra na Apple TV e na Claro TV+, além de integrar os catálogos da Vivo Play e do YouTube Filmes.

 
 
 

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